terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

QUERIGMA


Depois da morte de cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, os apóstolos, medrosos e envergonhados, passaram a se esconder dos judeus, permanecendo a portas trancadas (Jo 19,19).
Viveram, porém, uma experiência profunda e marcante, que mudou radicalmente esse quadro e os transformou em intrépidas testemunhas do Evangelho: viram o Senhor Ressuscitado e receberam o Dom do Espírito Santo.

O resultado disso foi um anúncio forte e corajoso, com a forma de proclamação retumbante de um acontecimento – o acontecimento Jesus – que deve ser de todos conhecido. Tal proclamação aparece sintetizada no discurso de Pedro: “Saiba, portanto, com certeza, toda a casa de Israel: Deus o constituiu Senhor e Cristo, a este Jesus a quem vós crucificaste (At 2,36)”.

Em conseqüência desse anúncio vibrante, portador do entusiasmo próprio daqueles que bem sabem que estão a comunicar uma boa notícia, apta a conferir pleno sentido à vida daqueles que escutam, o povo indagou: “Que devemos fazer irmãos?” Abriram-se, assim, ao acolhimento do nome de Jesus – isto é, da Sua pessoa, da Sua palavra e da Sua vida – dando uma nova orientação à existência, a partir do mistério pascal.

Ainda hoje, como sempre, a Igreja é enviada a realizar tal anúncio, e o mundo de hoje, tal como o de ontem, dele necessita e, de certa forma, o espera – embora, às vezes, não o saiba – à medida que permanece, como que às apalpadelas, em busca do sentido pleno da existência.

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