A palavra kerigma vem do grego kerissô que quer dizer “anúncio”.
O vocábulo evoca a proclamação feita pelo arauto depois de uma grande vitória. Um grito forte, destinado a tornar conhecida e oficial, uma boa notícia.
Para a igreja, a palavra designa “o núcleo essencial da mensagem evangélica (Dicionário de Liturgia)”, que ela (igreja), por mandato de Cristo, deve transmitir.
Compreende “a proclamação um evento histórico-salvífico e, ao mesmo tempo, um anúncio de vida (Subsídios Doutrinais 4, CNBB)”.
Enquanto proclamação de um evento histórico salvífico, o querigma é a mensagem vibrante de que “Jesus de Nazaré é o Filho de Deus que se fez homem, morreu e ressuscitou para a salvação de todos (Subsídios Doutrinais 4, CNBB). Enquanto anúncio de vida, alcança toda a história, oferecendo a todos os homens uma “esperança viva de salvação”, na pessoa de Jesus Cristo Ressuscitado, que nos comunica a Sua Vida, realizando as promessas feitas por Deus ao povo da primeira aliança.
O querigma é o anúncio da chegada do reino de Deus, da atuação da vontade de Deus, na pessoa de Jesus. “A soberania de Deus, cheia de misericórdia, se manifesta em Jesus Cristo (cf. 1Cor 1,13; 2 Cor 3,9; 5,21; Ef 4,24; Fil 1,11) e se traduz no amor aos pecadores, aos pobres e àqueles que se reconhecem necessitados (Subsídios doutrinários 04, CNBB).
É, pois, o querigma um primeiro anúncio, destinado a sensibilizar o coração e abri-lo ao mistério de Cristo, orientado a despertar a fé naquelas pessoas que não a possuem, ou mesmo naquelas que da fé se afastaram e para as quais o crer não guarda interesse algum com a direção a ser dada a própria existência.
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